Naquela manhã de domingo acordei com uma sensação estranha, ao sair do banheiro ouvi a campainha ocar e fui atendê-la. Quando abri a porta vem a confirmação de meu pressentimento: um cadáver na porta!
Liguei para a polícia e ela veio imediatamente, pois tinha uma base na esquina cujo o diretor era o delegado Sansevero, famoso pelo seu temperamento grosseiro e índole polêmica em função de ter enriquecido rapidamente. Já no corredor, o delegado com um ar de riso diz:
-Enfim!
Como eu tinha ouvido a "reza" do delegado, falei:
-Não entendi, senhor!
Ele disse : Estou pensando alto.
Eu insistentemente falei : é que eu escutei algo.
Ele nervosamente disse : Escutou errado!
E perguntou ajoelhado com as mãos no cadáver:
-Por que este cadáver está justamente na sua porta, sendo um prédio com tantos apartamentos?
O delegado suspeitíssimo inverteu a situação e me deixou "na parede".
Eu disse que não sabia, e se tivesse culpa jamais teria ligado para a polícia.
_Você o conhecia?
_ Não, Senhor!
De repente veio uma lembrança. onde falei:
_ Espera aí. Lembro-me dele conversando com o senhor naquela rua sem saída depois da delegacia!
_ Tem certeza que você nos viu juntos?
_Não, Senhor! Estou enganado.
O delegado com um certo alivio, sorrio como um monstro diabólico.
Por: Antonio
O Interrogatório
Dez horas da manhã, este foi o horário marcado para o meu depoimento na delegacia. Nunca havia passado por uma situação semelhante, que pânico!
Delegado Palhares, um policial de aparência forte e hostil, começou o interrogatório sem muita cerimônia.
- A senhora descreva com detalhes todos os acontecimentos que ocorreram desde a hora que acordou até o momento que encontrou o cadáver na porta de seu apartamento.
- Delegado, depois de levantar da cama, ir ao banheiro e escovar os dentes, ouvi a campainha tocar e ...
Doutor Palhares não esperou minha conclusão e acrescentou.
- A senhora estava esperando alguém?
- Não delegado.
- Então prossiga.
- Quando ouvi a campainha fui atender a porta e encontrei um homem caído na soleira de meu apartamento. Fiquei apavorada, não sabia o que fazer!
- Tinha mais alguém no corredor ou por perto?
- Não sei delegado, como disse fiquei tão apavorada que não observei.
- Como percebeu que estava morto?
- Toquei nele e percebi que estava frio e sem respiração. Foi realmente horrível.
- A senhora conhecia o homem caído na porta de seu apartamento?
- Conhecia sim delegado Palhares, era meu vizinho, mas não sei como ele morreu ali.
- Entendo, mas diga-me o que fez depois de perceber que o homem ali caído estava sem vida?
- Corri até o telefone e chamei a polícia.
- Delegado, estou muito assustada será que o mataram?
- Acalme-se senhora! Já passamos da hora e continuaremos o interrogatório num outro dia.
O delegado entrou na sala. Eu estava visivelmente nervoso com a situação. Afinal de contas, não é todo dia que um cadáver “brota” da soleira da porta. O delegado, sisudo e concentrado, começou o interrogatório:
— Boa tarde, senhor. Nome completo?
— Leandro da Silva
— RG?
— Trinta e cinco, zero zero zero, sete oito meia, dígito um.
— Endereço?
— Rua das goiabeiras, número trinta e seis, apartamento cinquenta e um.
— Muito bem, senhor Leandro. Me conte o que aconteceu essa manhã.
— Bom, eu acordei às 7 horas, como todos os dias, para ir ao trabalho. Me levantei, fui ao banheiro e, enquanto estava escovando os dentes a campainha tocou...
— O senhor costuma receber visitas nesse horário?
— Não, por isso achei estranho. Ninguém me interfonou antes de tocarem a campainha.
— Havia mais alguém na casa além do senhor?
— Não, moro sozinho.
— E o senhor foi atender à porta imediatamente?
— Sim. Me sequei e fui atender a porta. Olhei pelo olho mágico e não havia ninguém. Para confirmar, abri a porta e encontrei um corpo caído no chão.
— O senhor notou algo estranho quando abriu a porta? Alguma porta entreaberta, algum barulho?
— Ouvi um barulho de porta batendo, mas não tenho certeza se foi no mesmo andar.
— E como estava o corpo?
— Estava sentado na soleira da porta e, quando abri, ele caiu para dentro do apartamento. Achei que era alguém desmaiado, mas quando me aproximei, percebi que o corpo estava rígido e já estava até frio.
— E o que o senhor fez em seguida?
— Corri para o telefone e liguei para a polícia.
— O senhor conhecia o homem em questão?
— Não, nunca vi esse homem antes.
O delegado então abriu e me mostrou um papel que dizia: “O fim está próximo”, junto a um símbolo desconhecido.
—O senhor conhece esse símbolo?
—Nunca vi, senhor.
—Essa mensagem estava tatuada no peito do homem que você encontrou. É uma tatuagem recente, provavelmente feita próxima da hora da morte. Precisamos descobrir por que esse cadáver foi deixado em sua porta, Leandro. Enquanto isso, você fica sob proteção da polícia.
Gelei. O que poderia ser? Nunca tinha me envolvido com nada obscuro. O que será que aquele símbolo representava? Fui aos poucos sendo tomado de pânico, mas precisava me controlar. O que, afinal de contas, queriam comigo?
A sequência de textos a seguir faz parte do processo de formação do curso “Leitura e Escrita em Contexto Digital”. A proposta foi a produção de um interrogatório com base em uma sequência de eventos pré-definida, como exposto a seguir:
Sequência de eventos retirada de LAGE, Nilson. Estrutura da notícia. São Paulo: Ática, 2006. p. 21-22
Sobre o gênero interrogatório, entendemos que se trata de um relato de fatos na ordem em que ocorreram, com descrição objetiva e minuciosa dos detalhes que cercam o evento. O objetivo desse gênero é justamente o de relatar com o máximo de detalhe e objetividade um ocorrido a fim de que o fato possa ser esclarecido. Os participantes são o interrogante, no caso, o delegado e o interrogado, quem presenciou algum fato referente ao crime investigado. O interrogatório deve ser escrito em primeira pessoa e contar com informações precisas para que se esclareçam os eventos, tal quais: nome, endereço, horários etc.
Esperamos que os leitores apreciem nossos textos!
Minha experiência com leitura começou bem cedo.Quando ia à casa da vovó, esta sempre apanhava um velho livro de fábulas, de folhas bem amareladas pelo tempo e fisgava a minha atenção.Embora bem pequena, comecei a me encontrar, pois lembro-me muito bem, de que, além dos textos escritos, havia gravuras relacionadas às histórias.O melhor porém, era que quando indagava àquela bondosa senhora qual história era aquela, ela me dizia:
_ Sente-se aqui que eu vou contá-la para você.
E assim começavam divertidas leituras que me levavam à imaginação, a penetrar mundos que além de encantados, encantaram-me.Assim conheci Branca de Neve, Cinderela, Rapunzel e tantas outras princesas que governavam a minha fantasia.Com o tempo fui crescendo, adentrei à escola e fui alfabetizada.Meu fascínio pela leitura aumentou.Agora vovó não lia mais para mim. Deu-me uma coleção de histórias acompanhadas com pequenos discos de venil. Agora extasiada, eu podia acompanhar as narrativas pela voz que saia da velha vitrola.Fiquei horrorizada quando o lobo mau comeu a vovó, e vibrei quando um caçador a resgatou do ventre do malvado animal.
Essa é minha eterna lembrança,Saudosa, mas radiante, pois vovó me apresentou mundos que só pela leitura eu consegui penetrar.
Por: Kelli.
_ Sente-se aqui que eu vou contá-la para você.
E assim começavam divertidas leituras que me levavam à imaginação, a penetrar mundos que além de encantados, encantaram-me.Assim conheci Branca de Neve, Cinderela, Rapunzel e tantas outras princesas que governavam a minha fantasia.Com o tempo fui crescendo, adentrei à escola e fui alfabetizada.Meu fascínio pela leitura aumentou.Agora vovó não lia mais para mim. Deu-me uma coleção de histórias acompanhadas com pequenos discos de venil. Agora extasiada, eu podia acompanhar as narrativas pela voz que saia da velha vitrola.Fiquei horrorizada quando o lobo mau comeu a vovó, e vibrei quando um caçador a resgatou do ventre do malvado animal.
Essa é minha eterna lembrança,Saudosa, mas radiante, pois vovó me apresentou mundos que só pela leitura eu consegui penetrar.
Por: Kelli.
Na 5° série tínhamos que fazer as fichas de leitura. Eu lembro, então, que no 1°bimestre de 1989 eu li um livro chamado “Sem olhar para trás” de Lannoy Dorin. O livro falava de 4 amigas inseparáveis que no final três davam força para uma que engravidara; eu fiquei perplexo pelo fato da menina ter engravidado tão cedo. Hoje, eu percebo que o talento do autor em fazer um enredo que amarra o leitor foi preponderante para o meu gosto para leitura, sobretudo assuntos que falam do cotidiano. A vida é um poema, então falar da vida, ler sobre a vida, é viver constantemente embriagado pela poesia, seja ela 2° geração do romantismo, algo bucólico , e até mesmo reivindicar uma política melhor para o meu povo... o épico não me atrai,mas expor sua opinião, mostrar que você é inteligente pra você mesmo ou para o público(leitor) é satisfatório. A leitura é para vida o alimento que o ser humano precisa para evoluir, quando este não lê, é uma pena!
Como dizia Einstein a paz só é entendida com entendimento, então , quando um livro passa uma mensagem, e nós a entendemos, de modo que ela venha nos convencer, nos dá uma paz que reflete no nosso agir, em nossa postura. Realmente isso é evolução, nos torna seres “pensantes” e até críticos.
Concluo que o papel do autor, mesmo havendo vários estilos de livros, o incentivo dos professores, a força de vontade do leitor são de suma importância para uma construção de um povo que lê, alunos leitores, filhos leitores, enfim, um povo inteligente.
Como dizia Einstein a paz só é entendida com entendimento, então , quando um livro passa uma mensagem, e nós a entendemos, de modo que ela venha nos convencer, nos dá uma paz que reflete no nosso agir, em nossa postura. Realmente isso é evolução, nos torna seres “pensantes” e até críticos.
Concluo que o papel do autor, mesmo havendo vários estilos de livros, o incentivo dos professores, a força de vontade do leitor são de suma importância para uma construção de um povo que lê, alunos leitores, filhos leitores, enfim, um povo inteligente.
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