O Interrogatório
Dez horas da manhã, este foi o horário marcado para o meu depoimento na delegacia. Nunca havia passado por uma situação semelhante, que pânico!
Delegado Palhares, um policial de aparência forte e hostil, começou o interrogatório sem muita cerimônia.
- A senhora descreva com detalhes todos os acontecimentos que ocorreram desde a hora que acordou até o momento que encontrou o cadáver na porta de seu apartamento.
- Delegado, depois de levantar da cama, ir ao banheiro e escovar os dentes, ouvi a campainha tocar e ...
Doutor Palhares não esperou minha conclusão e acrescentou.
- A senhora estava esperando alguém?
- Não delegado.
- Então prossiga.
- Quando ouvi a campainha fui atender a porta e encontrei um homem caído na soleira de meu apartamento. Fiquei apavorada, não sabia o que fazer!
- Tinha mais alguém no corredor ou por perto?
- Não sei delegado, como disse fiquei tão apavorada que não observei.
- Como percebeu que estava morto?
- Toquei nele e percebi que estava frio e sem respiração. Foi realmente horrível.
- A senhora conhecia o homem caído na porta de seu apartamento?
- Conhecia sim delegado Palhares, era meu vizinho, mas não sei como ele morreu ali.
- Entendo, mas diga-me o que fez depois de perceber que o homem ali caído estava sem vida?
- Corri até o telefone e chamei a polícia.
- Delegado, estou muito assustada será que o mataram?
- Acalme-se senhora! Já passamos da hora e continuaremos o interrogatório num outro dia.

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